Postagens

Mostrando postagens com o rótulo #eua

Como o ELP/PLA planeja ataques com mísseis? (Parte 1)

Imagem
Uma análise dos métodos de Pesquisa Operacional (PO) usados ​​pelos planejadores militares chineses para calcular ataques de mísseis de longo alcance. No artigo anterior, discutimos a Plataforma de Comando Integrado (ICP) do Exército de Libertação Popular (ELP) e as ferramentas disponíveis para o pessoal do ELP na ICP, como bibliotecas de alvos e aplicativos de planejamento de ataques. Aqui, descreverei alguns dos métodos que o ELP utiliza para calcular e planejar seus ataques de longo alcance contra alvos como bases americanas e grupos de ataque de porta-aviões. O ELP encara a guerra, em grande parte, através de uma lente científica, particularmente quando se trata de planejar operações complexas, como ataques com mísseis de longo alcance. No cerne dessa abordagem está a Pesquisa Operacional (PO). Para quem não está familiarizado, a PO militar é essencialmente a aplicação de métodos científicos (por exemplo, matemática, estatística e algoritmos computacionais) para ajudar os planejado...

O ingresso americano no conflito em Taiwan - Parte 5 (Final)

Imagem
Continuação da parte 4: https://elpempt.blogspot.com/2025/05/estrategia-de-taiwan-diante-da-invasao.html A parte interessada dos EUA no conflito são abrangentes. Para eles, interessam manter a supremacia no Pacífico Ocidental, cercando a China e impedindo a RPC de exercer influência e projeção de poder além de seu espaço geográfico adjacente. Vamos primeiro falar sobre os aspectos militares da situação. O grande esforço americano será medido pela sua capacidade de solução de problemas logísticos de se manter uma guerra aereonaval no Pacífico. Como a China lidará com os EUA? Atualmente não vejo a China tendo mísseis e outros sistemas de mísseis de longo alcance suficientes para manter Guam (e outras bases distantes) inoperantes por uma guerra prolongada, digamos, com duração superior a 3 meses. Depois desse período daria às forças dos EUA um fator tempo e oportunidade para concentrar fogos de longo alcance em alvos específicos contra o continente da China. No entanto, a campanha não...

A disputa militar entre os Estados Unidos e a China no Pacífico definirá o século XXI. A China será um adversário mais formidável do que a Rússia jamais foi.

 Já faz algum tempo que nenhuma marinha ou força aérea representa uma ameaça aos Estados Unidos. A única competição teria sido os exércitos, sejam forças convencionais ou insurgências de guerrilha. A marinha chinesa está pronta para avançar para o Pacífico — e quando o fizer, encontrará muito rapidamente uma Marinha e Força Aérea dos EUA que não querem se mover da plataforma costeira do continente asiático. Não é difícil imaginar o resultado: uma repetição da Guerra Fria de décadas, com um centro de gravidade não no coração da Europa, mas sim entre os atóis do Pacífico que foram notícia pela última vez quando os fuzileiros navais os invadiram na Segunda Guerra Mundial. Nas próximas décadas, a China jogará um jogo assimétrico de vai e vem no Pacífico, aproveitando não apenas seu vasto litoral, mas também sua base traseira — estendendo-se para trás na Ásia Central — da qual pode eventualmente ser capaz de lançar mísseis com precisão em navios em movimento no Pacífico. Em qualquer enc...