As reformas de Xi Jinping no Exército Popular de Libertação e a redefinição do conceito de “defesa ativa”
Na Terceira Sessão Plenária do 18º Comitê Central do Partido Comunista Chinês (PCC), em novembro de 2013, apenas um ano após assumir a presidência da Comissão Militar Central (CMC), o presidente Xi Jinping, por meio de comunicados oficiais do partido, anunciou planos para grandes reformas no Exército de Libertação Popular (ELP).¹ Embora inicialmente vago em seus objetivos, Xi refinou ainda mais as metas das reformas no 19º Congresso Nacional, declarando: “Modernizaremos nossas forças armadas em todos os aspectos, em termos de teoria, estrutura organizacional, pessoal e armamento”, de modo que “até meados do século XXI, nossas forças armadas populares terão sido totalmente transformadas em forças de classe mundial”.² As reformas, que começaram de fato em 2015, manifestaram-se nos anos subsequentes como amplos esforços simultâneos para reduzir o tamanho, profissionalizar, reestruturar as relações de comando existentes e viabilizar operações conjuntas dentro do ELP. Até o momento, o Exérc...